O que no 1in8B é real e o que não é
Resumindo: as pessoas são inventadas, as chances são reais. Em que país você nasce, se chega aos cinco anos, se vai à escola e quanto tempo vive é decidido por estatísticas da ONU, do Banco Mundial e da OMS para 186 países. Nomes, famílias e eventos específicos são inventados pelo jogo.
O feed “Nasceram agora”
A página inicial mostra um feed: “Uma menina na Nigéria”, “Um menino na Índia”. Não é uma transmissão ao vivo das maternidades. Ninguém no mundo tem esses dados em tempo real: os nascimentos são registrados dias ou semanas depois, cada país do seu jeito, e o nascimento de um quarto das crianças menores de cinco anos nunca foi registrado (UNICEF).
Duas coisas no feed são reais. O ritmo: cerca de 132 milhões de bebês nascem na Terra por ano, 4,2 por segundo, e as linhas novas aparecem na mesma velocidade média, com intervalos aleatórios parecidos. E os países: cada linha vai para um país com a mesma chance de um bebê nascer ali, e nascem um pouco mais meninos do que meninas, como na vida real. A “menina na Nigéria” é só um exemplo de quem está de fato nascendo em algum lugar agora, não o registro de uma criança específica.
Como o país é escolhido
Quando você clica em “Nascer”, o jogo faz um sorteio em que cada país tem tantos bilhetes quanto nascimentos por ano. O que conta são os nascimentos, não a população: o Japão tem várias vezes mais gente que o Níger, mas nascem mais bebês no Níger.
Por isso Índia sai com mais frequência: 1 em cada 6. Depois vêm China, Nigéria e Paquistão. Os dez países mais prováveis estão na tabela; todos os 186 estão na página de chances por país.
| País | Nascimentos por ano | Chance |
|---|---|---|
| Índia | 23.187.405 | 1 em cada 6 |
| China | 9.538.761 | 1 em cada 14 |
| Nigéria | 7.560.454 | 1 em cada 18 |
| Paquistão | 6.887.790 | 1 em cada 19 |
| Indonésia | 4.468.337 | 1 em cada 30 |
| Congo-Kinshasa | 4.467.760 | 1 em cada 30 |
| Etiópia | 4.155.789 | 1 em cada 32 |
| Estados Unidos | 3.604.040 | 1 em cada 37 |
| Bangladesh | 3.469.165 | 1 em cada 38 |
| Brasil | 2.572.179 | 1 em cada 51 |
Como uma vida transcorre
Dali em diante, a vida segue um ano de cada vez. A cada ano o jogo decide o que aconteceu com base nos números do seu país: mortalidade por sexo e idade, mortalidade infantil e materna, matrícula em escolas e universidades, desemprego, parcela de pessoas que trabalham na agricultura, HIV, homicídios, mortes no trânsito, tabagismo e mais cerca de dez indicadores. A renda da sua família depende de em qual quinto mais rico ou mais pobre do país você nasceu e da desigualdade no país.
Suas escolhas mudam as chances, mas não as anulam. Estudar abre empregos melhores, o tratamento ajuda a superar uma doença e, depois de se mudar para uma cidade ou outro país, sua vida passa a seguir os números do novo lugar.
As linhas cinzas com números
Sob muitos eventos há uma linha cinza com o número real do seu país e a fonte entre parênteses, por exemplo “No Níger, 1 em cada 9 crianças morrem antes dos 5 anos (ONU)”. Se não existe número publicado para o país e os dados trazem uma estimativa, o jogo não mostra essa linha.
O que é inventado
Nomes, cidades, pais, profissões e cada acontecimento em particular são ficção, embora a frequência com que as coisas acontecem se baseie em estatísticas. Os personagens não têm relação com pessoas reais. E o jogo simplifica, é claro: muito do que importa numa vida real é reduzido a alguns números e eventos.
Alguns lugares não estão no jogo: Taiwan, Reunião, Mayotte, Saara Ocidental e Guadalupe. Juntos, respondem por menos de 0,2% de todos os nascimentos na Terra.
De onde vêm os dados
Todos os números vêm de fontes abertas. Para cada país e cada indicador, guardamos o valor, o ano e a fonte. As principais fontes:
- População, nascimentos, expectativa de vida, mortalidade infantil e adulta: ONU (World Population Prospects 2024 e grupo UN IGME) por meio do World Development Indicators do Banco Mundial (edição de 8 de outubro de 2026).
- Renda por pessoa: Banco Mundial (PIB em paridade de poder de compra) e, para alguns países, o FMI. Desigualdade: índice de Gini do Banco Mundial.
- Escola, universidade e alfabetização: UNESCO. Média de anos de estudo dos adultos: PNUD, Relatório de Desenvolvimento Humano 2025.
- Mortalidade materna: estimativas de 2025 da OMS, UNICEF, UNFPA, Banco Mundial e ONU.
- Casamento infantil: UNICEF. HIV: UNAIDS. Homicídios: UNODC. Suicídio, mortes no trânsito e tabaco: OMS.
- Trabalho e desemprego: Organização Internacional do Trabalho. Migrantes: ONU (International Migrant Stock 2024). Avaliação da própria vida: World Happiness Report 2025.
Onde não há número publicado, usamos uma estimativa baseada em países semelhantes. São 259 valores de 5.394. Quase todos pertencem a territórios pequenos, como Hong Kong, Macau e as Ilhas do Canal, ou são alfabetização e casamento infantil em países ricos, onde isso normalmente não é medido.
Clique em “Nascer” e o sorteio decide quem, entre os 8 bilhões, você será. Depois vem uma vida, ano após ano.
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